Carta de um químico apaixonado

Berílio Horizonte, zinco de benzeno de 1998

Querida Valência

Não estou sendo precipitado e nem desejo catalisar nenhuma reação irreversível entre nós dois, mas sinto que estrôncio perdidamente apaixonado por você. Sabismuto bem que a amo. De antimonio posso lhe assegurar que não sou nenhum erbio e que trabario muito para levar uma vida estável.

Lembro-me de que tudo começou nurario passado, com um arsênio de mão, quando atravessávamos uma ponte de hidrogênio. Você estava em um carro prata, com roda de magnesio. Houve uma atração forte entre nós dois, acertamos os nossos coeficientes, compatilhamos nossos eletrons, e a ligação foi inevitável. Inclusive depois, quando lhe telefonei, mesmo pega de enxofre, voce respondeu carinhosamente: "Proton, com quem tenho o praseodimio de falar?".

Nosso namoro eh cerio, estava indio muito bem, como se morássemos em um palácio de ouro, e nunca causou nenhum escandio. Eu brometo que nunca haverá galio entre nós e ate já disse quimicasaria com você. Espero que você não esteja saturada, pois devemos buscar uma reção de adição e não de substituição.

Soube que a Ines lhe contou que eu a embromo: manganes cuidar do seu cobre e acredite níquel digo, pois saiba que eu nunca agi de modo estanho. Caso algum dia apronte alguma, eu sugiro que procure um avogrado e que me metais na cadeia.

Sinceramente, não sei por que você esta a procura de um processo de separação, como se fossemos misturas e não substâncias puras! Mesmo sendo um pouco volátil, nosso relacionamento não pode dar erradio. Se isso acontecesse, iridio emboro urânio de raiva. Espero que você não tenha tido mais contato com o Hélio (que é um nobre!), nem com o Tulio e nem com os estrangeiros (Germanio, Polonio e Francio). Esses casos devem sofrer uma neutralização ou, pelo menos, uma grande diluição.

Antes de deitar-me, ainda com o abajur acesio, descalcio meus sapatos e mercurio no silicio da noite, pensando no nosso amor que esta acarbono e sinto-me sódio. Gostaria de deslocar este equilíbrio e fazer com que tudo voltassse a normalidade inicial. Sem você minha vida teria uma densidade desprezível, seria praticamente um vácuo perfeito. Voce é a luz que me alumínio e estou triste porque atualmente nosso relacionamento possui pH maior que 7, isto é, está naquela base. Aproveito para lembrar-lhe de devolver o meu disco da KCl.

Saiba, Valência, que não sais do meu pensamento, em todas as suas camadas.

Abracidos do

Marcelantanio